sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Reencontro


Era chegada a hora de nos reencontrarmos de novo. Depois de algum tempo as coisas haviam mudado um pouco. Acho que me aproximei demais de uns e me distanciei demais dos outros. Bom mesmo era quando nós éramos um só. Os cinco. Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse e eu. A gente se divertia. Tínhamos todas as histórias em comum e um pouco mais que histórias. Não eram incomuns nossas noites inteiras de filosofia de bêbado e vinho vagabundo... e idéias baratas que nos eram tão valiosas. Quase ninguém entendia como eu poderia estar ali no meio deles. Mas quem nos via de perto sabia. Cada um de nós era peça fundamental no tabuleiro. Cada um de nós fazia um tipo de jogada e a movimentação de todas as peças é que fazia o jogo acontecer. E agora? Dá um nervoso quando a hora se aproxima. Parece a noite de Natal e a espera do Papai Noel. Olho praquele portão e ele não aparece. Olho pra trás e não vejo nenhum dos outros. Será que acabou? Dá tristeza. Mas eis que reconheço um sorriso no meio das pessoas que desembarcam. E o sorriso vem dos olhos. Saudade desse jeito de sorrir com os olhos. Cada vez ele sorri mais... e eu começo a me emocionar. Olho pra trás mais uma vez e os três bocós chegam juntos! Parece filme quando nos abraçamos os cinco ao mesmo tempo e eu choro.

- Ah, não... Deixa de ser mulherzinha!


* Depois de algum tempo as coisas nem mudaram tanto assim, afinal de contas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sobre a farsa...

Os posts que estavam aqui, estão agora em outro endereço:

http://a-grande-farsa.blogspot.com/

Quem tiver olhos pra ler, que leia!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Pra começar...


"... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer.
Apesar de, se deve amar.
Apesar de, se deve morrer.
Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de
que nos empurra para a frente.
Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de
minha própria vida."

Clarice Lispector



Por tudo isso, e por tudo aquilo que muita gente já sabe...

Apesar de, eu continuo escrevendo.



PS: Feliz Aniversário, Thiago!

domingo, 23 de novembro de 2008

Acabou...


Chegou a hora de me despedir de vez...
Tenho adiado isso, mas não dá mais!
Não tenho mais paciência e nem vontade de internet. O meu mundo real preenche todo ar.
Não vou escrever mais aqui, mas vou deixar o blog no ar pelo imenso carinho que sinto por ele.
Quem sabe um dia eu volte a escrever em algum outro lugar?
Só que será com outro propósito e outra motivação.
Obrigada pelo carinho nesse ano de blog.

Beijos no coração de cada um.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A infância da Menina

O Adriano, meu amigo querido, me indicou pra uma brincadeira que me fez recordar com muita emoção de um tempo doce, perfumado e ao qual eu me remeto com freqüência nos meus sonhos, e nas minhas memórias: a minha infância.


As regras são:

1. Colocar o link de quem convidou
2. Escrever um texto sobre lembranças da infância
3. Postar o selo do meme dentro do artigo
4. Se possível, colocar uma foto de quando era criança ou adolescente
5. Chamar cinco amigos para brincar com você.


Naqueles dias, eu costumava brincar sozinha. Fui filha única por 5 anos e isso me fazia usar a imaginação pra não me sentir só. Fazia teatros, conversava sozinha, colocava roupas da minha mãe (e sapatos - o que deixava ela enlouquecida). Tive a sorte de ter sido muito mimada, muito amada, muito paparicada (acho que até hoje isso se confirma).
Na escola, a diversão começou cedo. Com três anos e meio eu já freqüentava o "Jardim da Infância" de uma escola pertinho de casa e adorava. Se não gostasse, não estaria estudando até hoje, né?
Quando meu primeiro irmão nasceu, ele era meu novo brinquedo. Fui eu quem escolheu o nome dele e eu escolhia as roupas que ele vestia depois do banho. O que mais uma menina quer? Um boneco de verdade é um sonho de consumo. Entre o "Aquaplay", o "Gênius" e o meu irmão, eu sempre preferia ficar com ele.


Eu, com 4 aninhos!

Gostava de ouvir músicas. "Toquinho", "Trem da Alegria" e "Balão Mágico", principalmente. E é óbvio que, como toda menina nos anos 80, tive meu "Ursinho Pimpão"! E os filmes? Nossa! Lembro de ter visto "A Fantástica Fábrica de Chocolate" (Mel Stuart, 1971), "O Feitiço de Áquila"(Richard Donner, 1985), "O Corcel Negro" (Carroll Ballard, 1979) e "O Campeão" (Franco Zeffirelli, 1979) milhares de vezes na "Sessão da Tarde".
Gostava também de ler. E lia bastante. Minha tia é professora de Língua Portuguesa e me dava muitos livros de presente. Lembro de vários como: "A Bolsa Amarela", da Lygia Bojunga Nunes; "Bem do seu tamanho", da Ana Maria Machado e de vários do Monteiro Lobato.
Outra coisa que lembro com muito carinho é do quanto era bom passar os domingos na fazenda do meu avô. A rotina era exatamente a mesma toda semana, mas a espera pelo domingo (igualmente rotineiro) era imensa. Fosse como fosse, estaria com as outras crianças da família e com a liberdade de correr pra todo lado.
Tudo que vivi na minha infância hoje sei, com certeza, contribuiu para eu me tornar a adulta que sou. Se hoje valorizo tanto meus amigos e minha família, com certeza foi na infância que aprendi.

Indico essa sessão "Memórias de minha infância" para alguns dos meus amigos blogueiros, que são:

Candy
Carol Barcellos
Donaella
Gabi
Malu

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