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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Y no estas...




siempre busco en la mañana comprimiendo mi mirada
señales que me lleguen desde el mar
quizas una ballena, un tordo, una sirena
un aroma que me haga recordar
la boya ya no brilla a la derecha de la isla
y nestor no me viene a saludar
Muguerza esta durmiendo y yo a veces pienso
que esta tarde te quisiera abrazar
y no estas
el chingolo come migas sin salir de su rutina
un par de teros se ponen a gritar
y me siento un tucu tucu viviendo en lo profundo
y saliendo poco a poco a respirar
el obrero de la esquina se queja de la vida
y los perros no paran de ladrar
mi reel esta tirado y aunque estoy muy desganado
quisiera llevarte a pescar
y no estas
se que la culpa es mia que yo elegi mi vida
vivo en la carretera nada mas
que me cuelgo la guitarra que me odia y que me ama
y me olvido de que hay algo mas alla
pero se que hay un cielo, una luna, una nube
donde siempre nos podemos encontrar
aunque a pesar de mi divague, mi cuelgue y mi arte
muchas veces solo te quiero besar
y no estas...

Nossa música, meu amor!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Não diga que você não volta!




Eu sinto sua falta desde antes do embarque. E disfarçar ficava difícil. Ficar te falando que "vai dar tudo certo", que "tem que aproveitar cada minuto", que "tudo vai ficar bem" enquanto um aperto tomava conta do peito era foda.
Não posso esperar tanto tempo assim... 7 meses? 9 meses? Talvez 10? Ah... muito tempo pra ficar aqui procurando o que fazer. Eu sei que o nosso amor é novo e que temos muita coisa pra viver juntos. Essas palavras foram ditas tantas vezes que acabaram me convencendo.
Mas o que eu sinto aqui é o velho amor ainda e sempre. Aquela vontade de dividir algo que me aconteceu contigo. Imediatamente após qualquer uma das minhas "patetices", eu penso na tua cara quando eu te contar! E nas tuas risadas, claro.
Não diga que não vem me ver no Skype, FB, MSN (ainda existe?). Dá logo um jeito de comprar um celular com internet ou um tablet/note. Preciso ter certezas e essas, só ao vivo.
De noite eu quero descansar, relaxar, fazer minhas coisas... e dentre elas falar contigo ou saber de ti, como sempre foi; como sempre tem sido nos últimos 4 anos.
Ontem vi um trailler do "As aventuras de Pi". Nem deu tempo da gente de ver. Adivinha? Vontade absurda de ir ao cinema com você... um filme à tôa no Pathé (ou no Arteplex, ou no Iguatemi)!
Que culpa a gente tem de ser feliz? Algum imposto temos que pagar por sermos assim tão "mente aberta"? O fato é que um só vai ser feliz se o outro também for. Foi assim que combinamos, é assim que pensamos, e é por isso que estamos aqui. Que culpa a gente tem, meu bem?
Agora, chegou a tua hora de buscar teus sonhos. E eu me orgulho de te apoiar e incentivar desde que te ouvi falar pela primeira vez desse desejo. Faço manha, e é claro que sinto em ter que abrir mão da tua presença por tanto tempo, mas não liga muito pro meu drama. Tu estás aí, com o mundo bem diante do nariz e tem muita coisa pra viver e aprender.
Não dava pra adiar mais. Quero te ver completamente feliz agora e não além! Mesmo porquê, o além vai ter que ser vivido em dupla. E pra isso, precisaremos estar próximos, no mesmo espaço geográfico no planeta. Estava na hora.
Eu faço tanta coisa pra tentar matar meu tempo. Até videogame eu tenho jogado. Tudo pra ocupar a mente e ter coisinhas novas pra viver. Também quero aprender e viver outras experiências. Também quero ter algo de bom no final dessa nossa jornada.
Mas é impossível não ficar pensando no momento de te ver... Já? Aham! Acho que desde que dei as costas àquele portão de embarque, depois de tirar aquela foto que tu nem viu eu tirar!
E no final de semana tive que me ocupar em casa... A minha casa sem você é triste! Me sinto perdida, incompleta, sem entender direito...
Sim, eu vou me adaptar. Óbvio que não vou entrar em parafuso porque eu me preparei pra isso. E já vivo há tantos anos longe de outras pessoas que eu amo, com a certeza de que elas continuam me amando independente da distância ou do tempo que passe. Conto o tempo pra poder vê-los, é verdade. A espera arde sem me aquecer. Só que basta eu planejar a viagem (ou a visita que receberei) e tudo se enche de luz e música de novo.
Não diga que você não volta nem brincando. Senão eu surto, eu piro, e levo todo mundo pro hospício comigo! 
E se resolver ficar muito tempo sem dar notícias, é bom lembrar que eu não vou conseguir dormir... E é bom ter em mente também que quando eu fico acordada, eu fico vendo TV a noite toda. Isso pode me fazer viciar em TV no quarto e... bom, já deu pra entender! À noite eu quero descansar... e no máximo, se a companhia for boa, sair à tôa por aí.
O lance é que mesmo com um monte de gente em volta, mesmo cheia de coisas na cabeça... eu me sinto só, me sinto só... E só queria ouvir todos os dias: "Eu me sinto tão seu".
Ai essa música não podia ter tocado agora! Alterando a lista:
Lista de distrações enquanto "seu lobo não vem":
  1. - Ouvir músicas
  2. - Correr
  3. - Jogar no PS3
  4. - Chimarrão com amigas
  5. - Ver um filme/série
  6. - Fazer as unhas
  7. - Cozinha experimental
  8. (...)


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Não posso voltar como se nada tivesse acontecido

Muita coisa aconteceu nos últimos quatro anos. Coisas demais até.

Sinto saudade todos os dias dos abraços que não vou mais dar nas pessoas que me ensinaram a amar a tudo e a todos que amo e a viver com paixão e dignidade.

Ganhei muitas coisas incríveis. Perdi coisas maravilhosas.

Eis que me encontro em 2013. Cheia de planos, cheia de compromissos, cheia de metas...

Mas boa parte do ano, vou estar INCOMPLETA!


domingo, 13 de março de 2011

Novamente...


...aqueles sentimentos de medo e tristeza. Não é bem tristeza, é um nó na garganta, uma saudade antecipada, uma confusão que aperta o coração.

Percebeu que nem me despedi? Te vi entrar no táxi e balbuciei um 'boa sorte' ou 'te cuida', nem lembro. E virei sem olhar pra trás. Cheguei no ponto de ônibus, debaixo daquele sol que aumentava a tontura das minhas ideias e agradeci aos céus porque minha linha estava estacionando no mesmo momento. Só percebi que tinha pegado o ônibus errado depois de uns quinze minutos. Onde eu tava com a cabeça?

Já sei! No mesmo lugar em que estive durante a madrugada por várias vezes. Cada vez em que despertava do meu sono leve e conturbado, dos meus sonhos bizarros e confusos, eu estava lá: na terra da saudade angustiante e da incerteza.

No meio desta tempestade toda, desse turbilhão de emoções negativas que estão em mim, tu diz que quer se casar comigo. E que quer vários filhos correndo pela casa. E olha, age e fala sorrindo com uma tranquilidade que me espanta. Essa tranquilidade que eu tanto elogio, que me acalma sempre e que me faz sorrir, hoje me assusta. E tuas certezas não amenizam meu medo.

O medo é real. Medo de que eu não faça a mínima falta.

Foi esse medo que me fez chorar hoje de manhã. 

E eu te disse que era TPM.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ando com umas vontades...

Vontade de voltar a escrever aqui, por exemplo.

Tomara que a vontade não passe.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O que eu quero? Sossego!


Morar (quase) sozinha faz de mim um paradoxo. Na maior parte do (pouco) tempo em que estou em casa - quando meu cúmplice está viajando ou na rua, me sinto só. Falo sozinha. Ligo a TV só pra ter as vozes que saem dela ao redor sem sequer olhar em direção. Busco por meus amigos e minha família nos messengers para diminuir a sensação de abandono. Funciona.

Aí resolvem me visitar. Afinal de contas, eu reclamo da distância, da saudade, dos eventos familiares que acontecem sem a minha presença, de tudo estar acontecendo sem mim, de nem lembrarem que eu existo. Pura chantagem. Dessas que eu faço desde que dei o ar da graça nesse mundo de monstros e monstras sanguinários. Mesmo antes de aprender a falar ou andar eu já usava desse artifício mesquinho e sórdido. E quer saber? Funciona.

(cena do filme Parenti Serpenti* -
qualquer semelhança...
talvez nem seja coincidência)

E então meu espaço vira um caos. Há pertences de outras pessoas em cada móvel de cada cômodo. Há coisas minhas nos lugares que me restam, mas não nos meus lugares. Os armários são totalmente formatados por dentro. O barulho de vozes é real, alto e confuso. Meu quarto não é mais meu. Nem meu banheiro. Nem mesmo minha cama e meu travesseiro. Eu começo a perceber que está pesado demais. Estou prestes a emitir um sonoro "foradaquiiiiiiiiforeeeeeever!!!", quando alguém sugere que eu saia pra tomar ar. Funciona.

Acontece que não tenho como sair pra tomar um ar todas as noites. Nem posso continuar passando matinalmente todos meus horários e tarefas do dia para uma supervisão (inquisitória), enquanto estou sentada à mesa, tomando meu café da manhã (normalmente uso o balcão da pia, em pé).

- Família, amo vocês. Porém, nós todos juntos, por mais de duas semanas neste apartamento, é algo que definitivamente... Não funciona.

* Filme de Mario Monicelli, 1992.

terça-feira, 9 de março de 2010

Das ist mein Vater, meine größte Liebe.*

 Meu pai, fotografado pelo meu irmão em julho de 2009.


Lá está ele sentado num final de tarde ensolarado de inverno. Com sua camisa de lã uruguaia que a mim sempre pareceu um casaco. Mas ele afirma que é camisa. Com seus óculos de lentes fotocromáticas, que ele demorou a se convencer em usar.
Depois de tanto tempo, não me canso de olhar pra ele. Não canso de lembrar de toda a história de luta. Não esqueço das conversas e das filosofias simples que me acompanham pela vida. Do ciúme, da proteção e do mimo escancarado que até hoje se destinam a mim.
Não tenho como não admirá-lo. Força e fibra sempre foram suas companheiras. E a sensibilidade escondida em pequenas frases para não perder a macheza até hoje me comovem.
E essa mania de mexer nas mãos. Nessas mesmas mãos que já trabalharam duro (e ainda trabalham), que carregaram toda sorte de equipamentos e engrenagens, que já sofreram tantos cortes e ferimentos.
As cicatrizes estão todas lá. E arranham um pouco quando ele passa a mão no meu rosto pra fazer carinho. Assim como o peso de uma mão que muita enxada já ergueu muitas vezes é sentido naquelas brincadeiras inocentes que envolvem “tapinhas” e risadas.
Desconheces a tua força, pai. Desconheces a tua força. E aqui nem falo da tua força física mais. Falo da fortaleza que se instaura ao teu redor. Falo da garra em enfrentar os problemas de frente. Refiro-me à sensação de bem estar que tu passas só de ficar um pouco ao meu lado.
E agora tu ficas aí sentado, calmamente tomando sol, depois de mais um dia de ensinamento e aprendizado. E te deixa fotografar pelo teu filho caçula só porque ele gosta de brincar de ser fotógrafo. E te deixa descrever pela tua filha mais velha só porque ela gosta de brincar de ser escritora.
Por quê? Talvez porque nossos sonhos te realizem de alguma forma. Porque sempre priorizaste a nossa felicidade, independentemente do que a gente decidiu fazer/ser/inventar/experimentar.
Um pouco de ti está em mim, pai. As pessoas falam ser muito mais que ‘um pouco’. E o teu modo de respeitar as minhas escolhas faz com que eu te ame cada dia mais e mais. Não tenho muito que te dizer, além do que já te disse e digo em qualquer oportunidade que surge.
Pra hoje (09/03):
Feliz aniversário, pai.
Te amo pra caramba.
Beijo meu.
* "Este é meu pai, meu amor maior." (relembrando minhas aulas de alemão)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Quanto riso, ó quanta alegria...


E quem diria, hein?
Aqueles festejos que antecediam a Quaresma, os dias de se despedir da carne (“afastamento" dos prazeres da carne marcado pela expressão "carne vale") e se preparar para o jejum, progressivamente virariam a maior festa popular da contemporaneidade.
E que aqueles bailes de máscaras do Renascimento, aquelas alegorias e fantasias acabariam se transformando em bailes regados a muita cerveja e desfiles de rua.
Pois pra mim, o paradoxo do Carnaval ainda são os trios elétricos.
Principalmente porque, se a origem vem da ‘dupla elétrica’ Dodô e Osmar, deveriam ter três pessoas lá em cima e não uma multidão...
Tá, não é só isso que considero paradoxal. O que me intriga mesmo é como uma pessoa pode, sendo empurrada por uma multidão, na velocidade e ritmo ditados pela maioria dos ‘carnavalescos’, dizer que está se divertindo.
E pior, pagando caro pela camiseta bregamente colorida (e mais bregamente ainda customizada) a qual popularizou o nome abadá, que é roupa de capoeirista!
Opa, acabo de ter uma luz!
Se abadá veste capoeiristas, se capoeiristas se divertem jogando capoeira e se as pessoas se divertem vestindo abadás naquele empurra- empurra em torno de um trio elétrico (que é uma multidão em curto circuito)..., carnaval é uma capoeira coletiva.
- Tá bom, Mary. Agora me explica a tal beijação que acontece nessa capoeira toda?
- Bom, seguindo meu raciocínio, tenho a resposta pra essa também. Já ouviu falar em Zé Kéti e Pereira Matos? E da marchinha Máscara Negra que a Dalva de Oliveira gravou em 1967? Não? Presta atenção num trechinho da letra: “Vou beijar-te agora/ Não me leve a mal/ Hoje é carnaval”. Eis a etiologia e a origem histórica do festival de beijos carnavalescos!
- Hummmm, sou mesmo um completo ignorante! Eu aqui achando que era culpa da Ivete! Porque com ela, “é na base do beijo...”

Brincadeiras à parte, pessoas: aproveitem os dias que seguem. Seja para descansar, para se esbaldar nos prazeres da carne, seja pra cair no beija-beija, ou pra o que bem entenderem... Só “não façam nada que eu não faria”, conforme sabiamente aconselha meu avô (que está fazendo 87 anos hoje).

Bom carnaval a todos...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Às vezes, Caio... (republicando)


Subi correndo no primeiro bonde, sem esperar que parasse, sem saber para onde ia. Meu caminho, pensei confuso, meu caminho não cabe nos trilhos de um bonde.*

Estamos sentados a uma distância de mais ou menos 5 metros. Tem muita gente entre nós. Eu acho que o reconheço pela camisa. Ele adora esta camisa. Mas ele também não se importa muito com modas e estilos. Raramente compra algo pra vestir. Só quando realmente precisa. Sapatos então... usa até gastar.

Mas seria tão indelicado referir-me a seus sapatos de pano como uma imperfeição...*

Os tênis parecem que estão se desintegrando por algum corrosivo químico. Não importa. Eu gosto assim.

Não, você não sabe, você não sabe como tentei me interessar pelo desinteressantíssimo.*

Acho que, mesmo não pensando em estilo, ele consegue impor um estilo bem característico. E foi isso que me fez olhar pra ele com interesse. E é engraçada essa falta de vaidade. O cabelo não vê um pente há anos. A barba só é feita quando já tá arranhando demais o pescoço.

...sentiu a luz acesa do interior da casa filtrada pelo vidro cair sobre sua cara de barba por fazer, três dias.*

Só tem uma coisa que ele não dispensa: o perfume. E como eu gosto daquele perfume. Só dele.

Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços, você cobre com a boca meus ouvidos entupidos de buzinas, versos interrompidos, escapamentos abertos, tilintar de telefones, máquinas de escrever, ruídos eletrônicos, britadeiras de concreto...*

Não lembro de conhecer outra pessoa que use o mesmo perfume- e ele o usa há anos. E jura que não usa quando perguntam. Diz que é o amaciante da roupa ou o sabonete. Acho que pelo jeitão dele, as pessoas acabam acreditando. Ninguém diria que ele passa perfume antes de sair de casa.

E gosto das tuas histórias. E gosto da tua pessoa. Dá um certo trabalho decodificar todas as emoções contraditórias, confusas, somá-las, diminuí-las e tirar essa síntese numa palavra só, esta: gosto.*

Pois é... ele tem suas extravagâncias. Prefere vinhos italianos, adora Häagen-Dazs, lê os livros em seu idioma original (inglês, francês ou espanhol) porque diz que a tradução distorce o sentido real das palavras.

Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra.*

São esquisitices que o tornam único. Principalmente porque quase ninguém sabe dessas particularidades. Ele não é arrogante, nem gosta de se exibir. E eu, olhando pra ele, agora com o rosto grudado no vidro, e com a essa chuva lá fora...

...só olhando você, sem dizer nada só olhando e pensando: Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando!*

Na verdade, ele prefere ser exatamente este cara que eu vejo discretamente levantar agora. Mais um na multidão. Mais um no meio de tanta gente. Invisível aos olhos de tantos. Totalmente destacado aos meus. Me enxerga e já abre aquele sorriso que eu amo. Só que eu estou à frente e tenho que descer antes. Espero. Ele desce. Rimos. Então ele me diz:

- Abraça a sua loucura antes que seja tarde demais.*
- Minha loucura, por acaso, seria tu?


* Caio Fernando Abreu.

In: O ovo apunhalado. Porto Alegre: Globo, 1975; Morangos Mofados. São Paulo: Editora Brasiliense, 1982; Triângulo das Águas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983; Pequenas Epifanias, crônicas (1986/1995). Porto Alegre: Sulina, 1996; Caio 3D - O melhor da década de 1980. Rio de Janeiro: Agir, 2005.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Do outro lado...



E daí que as minhas duas parceiras resolveram arranjar gatinhos na festa.

Parti pra ignorância e comprei uma caipirinha enorme de morango com vodca. Bastou pro riso ficar mais solto e pra eu começar a ficar bem simpática. E precisava de companhia, afinal de contas. Então, fui à luta.

Três caras rindo pra caramba. Obviamente já haviam bebido horrores e estavam se divertindo.

- Posso ficar aqui com vocês? Minhas amigas estão namorando e eu fiquei sozinha.

- Claro que pode!

- Vocês têm certeza que eu não vou atrapalhar nada?

- Nada! Hoje a gente veio pra beber e rir.

- Beleza. Eu sou a Mary.

Devidamente apresentados, começamos a nos divertir do jeito deles. Só que um deles não parava por ali. E quando parava, ficava dando em cima de mim!

Foi aí que uma delas me chamou de canto:

- Fica com ele! Eu achei ele uma graça... Fica com ele POR MIM!

Como eu sou solidária, acabei conhecendo uma das criaturas mais divertidas com quem eu já tive algo. Não deu nem pra me arrepender. Acabamos nos encontrando outras vezes e em todas elas foi incrivelmente bom.

Gosto dele (de graça) até hoje, mesmo ele estando do outro lado do mundo.

domingo, 8 de março de 2009

Mulher... Todas Elas Juntas Num Só Ser.


Minha homenagem hoje é para as minhas amigas mulheres.
Deixo aqui a música do Lenine que eu mais amo, justamente porque se trata de uma real homenagem à mulher.

E aos meus amigos homens, que sabem valorizar o que há de melhor em suas mulheres (mães, avós, irmãs, filhas, amigas, amantes), dedico meu imenso carinho e admiração.

E não só no Dia Internacional da Mulher, mas sempre:


"Feliz dia a vocês, pessoas especiais!"



quarta-feira, 4 de março de 2009

Nomes, rótulos e afins...


... e não vejo razão alguma pra darmos um rótulo pra esse lance que estamos vivendo hoje. Nos faz bem, não faz? Então... Pra que dar um nome? Não vejo motivos pra ficarmos por aí expondo as nossas vidas e passarmos a ser vigiados por aqueles que nos conhecem. Acho que eles acabarão deduzindo que nos damos bem, que temos muito em comum, que estamos aproveitando tudo isso ao máximo. Nada de nomes, ok? Qual o significado de um nome, nesse caso? Que diferença faz? Namoro, rolo, caso... O que importa é o que a gente sente de verdade. O que importa é o que fazemos com 'isso que a gente sente de verdade'. E acho que estamos fazendo a coisa certa. Não dá pra negar que eu me sinto muito mais leve nos últimos dias, muito mais sorridente, muito mais feliz... Prefiro não dar nenhum nome, por enquanto. Pra mim não faz muito sentido falar em amor, paixão, afeição... Gosto das coisas do jeito que elas estão. Gosto do rumo que elas estão tomando. Gosto do teu cheiro. Gosto dos teus olhos. Gosto das tuas manias. Gosto de ficar contigo. Ah, quer saber? Para de me olhar com essa cara de quem tá morrendo de vontade de rir e me beija, vai! Senão... eu saio por aquela porta agora mesmo e não volto nunca mais! Não volto mesmo! A menos que... tu me chame de volta.


PS: hoje é meu dia de postar também lá no Banheiro Feminino! Passem lá.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Futebol de domingo


Grenal não é questão de vida nem de morte. É muito mais importante do que isso.

E ele é colorado doente. Ela, azul de gremista.

Em dia de jogos não falam de resultados. Em dias de Grenal, nem falam de futebol. Ignoram o evento entre si, como se nem existisse.

Se despedem e seguem cada um pro seu rumo: o jogo!

O maior clássico do futebol gaúcho é uma das únicas coisas nesta vida que é capaz de dividir tal casal por 90 minutos.

No meio do jogo, ele manda uma mensagem: " Eu ficaria feliz com um empate".

Ela responde: " Eu ficaria feliz se a gente concordasse..."

Grenal é Grenal!

Uma luta.

Uma guerra.

E guerra é sangue.

É raça.

É coração.

Ops... o coração dela é dele.

O dele é dela.

O Grêmio?

O Inter?

Ah... o jogo acabou!

O amor é um só... e não acaba assim não!


- Podemos não falar de nada hoje?

- "Nada disso tem valor... de que vale o paraíso sem o amor?"

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Como tem que ser

- Vem dançar!
- Eu não danço nada...
- Eu também não danço muito, mas precisava de uma desculpa pra vir falar contigo.

Tava na cara que era novinho demais. Porém a bebida já tomava conta do meu ser e aquele era o lugar no qual eu havia acabado de decidir que jamais voltaria.

Tá bom, tá bom... as desculpas eram esfarrapadas. Só que ele era uma graça! E uma graça com atitude (ponto pra ele).

Depois da festinha me acompanhou até em casa, caminhando pelas ruas do bairro... já de manhã! E ficamos conversando e rindo por mais de uma hora.

Pegou contato, mas eu tinha certeza que não ligaria. E ligou!

Depois nos falávamos pelo messenger. Assuntos bobos, futebol, risadas... Até que ele me chamou pra ver um filme. Pizza, filme, beijo na boca. E aquelas coisas que as pessoas fazem quando se entendem bem vendo filme, comendo pizza e beijando na boca, sabe?

E as coisas se repetiam porque as afinidades iam aparecendo. De um jeito natural, aquele lance "Eduardo & Mônica" divertia aos dois. E como a gente ria quando estávamos juntos. Piadas inteligentes. Humor ácido. Carinho equivalente. Sem disputas. Sem neuras e ciúme.

Cada encontro era leve como um sorriso. Como os muitos sorrisos que surgiam na cama ou no sofá, vendo TV ou simplesmente falando coisas a que ninguém daria nenhum sentido. Mas pra gente fazia todo sentido do mundo...

E não é assim que tem que ser?



**PS: hoje estou estreiando aqui.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Reencontro


Era chegada a hora de nos reencontrarmos de novo. Depois de algum tempo as coisas haviam mudado um pouco. Acho que me aproximei demais de uns e me distanciei demais dos outros. Bom mesmo era quando nós éramos um só. Os cinco. Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse e eu. A gente se divertia. Tínhamos todas as histórias em comum e um pouco mais que histórias. Não eram incomuns nossas noites inteiras de filosofia de bêbado e vinho vagabundo... e idéias baratas que nos eram tão valiosas. Quase ninguém entendia como eu poderia estar ali no meio deles. Mas quem nos via de perto sabia. Cada um de nós era peça fundamental no tabuleiro. Cada um de nós fazia um tipo de jogada e a movimentação de todas as peças é que fazia o jogo acontecer. E agora? Dá um nervoso quando a hora se aproxima. Parece a noite de Natal e a espera do Papai Noel. Olho praquele portão e ele não aparece. Olho pra trás e não vejo nenhum dos outros. Será que acabou? Dá tristeza. Mas eis que reconheço um sorriso no meio das pessoas que desembarcam. E o sorriso vem dos olhos. Saudade desse jeito de sorrir com os olhos. Cada vez ele sorri mais... e eu começo a me emocionar. Olho pra trás mais uma vez e os três bocós chegam juntos! Parece filme quando nos abraçamos os cinco ao mesmo tempo e eu choro.

- Ah, não... Deixa de ser mulherzinha!


* Depois de algum tempo as coisas nem mudaram tanto assim, afinal de contas.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Pra começar...


"... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer.
Apesar de, se deve amar.
Apesar de, se deve morrer.
Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de
que nos empurra para a frente.
Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de
minha própria vida."

Clarice Lispector



Por tudo isso, e por tudo aquilo que muita gente já sabe...

Apesar de, eu continuo escrevendo.



PS: Feliz Aniversário, Thiago!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Tradução dos sentimentos de hoje:

Tô sem palavras, mas preciso expressar de alguma forma como eu estou me sentindo hoje. Acho que essa música traduz um pouco...


- Oi, quanta saudade!
Tua voz é a melhor coisa na cidade!

- Oi, tudo bem


- Oi, eu tava esperando
pra contar que sonhei com você me carregando.

- Oi, foi demais, foi...


É tão bom ter alguém que te telefone
Pra saber como foi o dia.
É uma luz, é uma coisa que não tem nome...

É minha paz, minha alegria.


- Oi, vê se vem pois:

Eu preciso de você do meu lado

Bem melhor quando você

Está por perto

- Oi, eu tava esperando
pra contar que sonhei com você me iluminando.

- Oi, foi demais...

(Jair Oliveira)

sábado, 31 de maio de 2008

Eu sei

Estive tão ocupada cuidando de mim, que me esqueci de ti aí, no canto... Mas não foi por vontade, eu juro. Eu não pensei em muita coisa nos últimos tempos. Na verdade eu pensei muito. Só que nas mesmas coisas. E quase todas diziam respeito a mim somente, e não a nós dois. E acabei te deixando de lado, eu reconheço.
A principal diferença entre nós dois, é que a tua paciência sempre te faz ganhar o nosso jogo. Eu sou a louca que está sempre correndo, sempre atrasada, sempre à beira de uma crise de gritos e blasfêmias. Tu és o cara que senta no bar e, de longe, fica observando, ouvindo, analisando a louca em seus surtos absurdos. O que nos distingue é essa tua forma de entender, de saber esperar, de me interpretar além das minhas palavras e gestos exagerados.
Porque eu sou muito mais do que as palavras que eu te falo. Sou muito mais do que esses textos que eu te escrevo. Sou muito além das mãos que dançam freneticamente no ar enquanto eu esbravejo minhas indignações. E tu tens a sensibilidade certa pra perceber as nuances nos meus olhares, nos meus atos, nos meus silêncios.
Ver-te agora, dormindo, me traz uma sensação esquisita: é como se uma voz ficasse repetindo no meu ouvido "egoísta! estúpida! insensível! mesquinha!"...
E, então, tu abres os olhos e, com o sorriso mais doce do mundo, sussurra:
- Aposto que já tá pensando besteira!



**Nossa! Tanta gente nova passando por aqui. Como vocês me acham??? rsss...
By the way, sejam sempre muito bem vindos!

domingo, 11 de maio de 2008

Assim caminha a humanidade...


Oi,

Está tudo bem comigo, se é o que quer saber. Na verdade, minha vida segue. Bem melhor que há alguns meses. Não, não estou melhor porque não estamos mais juntos.
Ainda vai levar um tempo pra fechar o que feriu por dentro...
Melhorei porque aconteceram coisas novas. Novos projetos, novos resultados. Não, isso não te a ver com outra pessoa em absoluto. Se bem que... apareceu alguém sim. Um alguém que me faz rir, o que é bom. E só! Só o que eu preciso pra me sentir bem.
Natural que seja assim, tanto pra você quanto pra mim...
Eu sei. Tudo seria diferente se... se o que mesmo? Ah... é bom poder te ver reconhecendo essas coisas. É por isso que eu resolvi respeitar esse teu afastamento. Não tenho nada contra ti mas, pelo visto, tu tens. É claro que eu coloco a culpa em ti!
Ainda leva uma cara pra gente poder dar risada...
Pois é... passei um bom tempo procurando minhas falhas no final da nossa história. E não encontrei nada que me comprometesse. Egoísta? Acho que sim. Egoísta é uma palavra que te descreve bem. Eu achei que era algo da tua personalidade e acabava relevando as vezes em que as coisas que me empolgavam te faziam sentir sono. Mais tarde eu percebi que só o que te agrada é que importa, né?
Assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade...
Não, isso não faz com que eu te odeie. Eu já te disse que sentimentos ruins nunca vão fazer parte de mim quando o assunto for a tua pessoa. Aprendi tanto... Sobre relacionamentos, sobre homens, sobre sedução, sobre mim. E depois de tanto aprender, só posso te agradecer.
Sinto carinho por todos aqueles momentos em que ficamos bem. Não me arrependo de nada. O que falou mais alto? O meu amor, é claro! Mas o meu amor por mim mesma.
Eu não podia mais viver sendo a tua válvula de escape. Sou muito pra ser só isso. Ah, estou sendo prepotente? Não acho. Estou sendo aquilo que sempre fui: sincera e franca. Sim, eu lembro das vezes em que tu me aconselhavas a não ser tão franca porque a franqueza beira à grosseria. Fazer o que se eu não tenho o esfíncter entre o cérebro e a boca? Quando vejo, já falei. Acho justo falar. Acho que falar o que incomoda, liberta a alma. E faz dormir mais leve... Então, tenho que falar mais uma vez:
Não vou dizer que foi ruim... Também não foi tão bom assim...
Tá, eu sei bem que não vou te enviar isso tudo. Vou continuar respeitando o teu silêncio e o teu distanciamento. Mal sabes tu que eu sei que estás vivo e bem. Tenho meus informantes, sempre tive. E se estás bem, fico bem também. Afinal...
Não imagine que te quero mal... apenas não te quero mais!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Inspirada num amor que nunca muda...



Já perdi a conta de quantas foram as situações em que vivemos juntos desde que nos encontramos. Havia até uma teoria de que jamais se poderia encontrar um dos dois se o outro não estivesse em um raio de 10m. E acho que isso continua a se confirmar.

É contra todas as leis da Física, todas as leis do Universo, todas as leis de Newton alguém tentar separar a gente porque nós dois dividimos o mesmo cérebro. E quando me falta uma parte dele (por distância ou impedimentos profissionais), eu sofro muito.

Lembro da vez em que me acabei chorando na frente do computador porque estava com uma saudade que doía. E declarei meu amor a ti pela milionésima vez... Depois desta, foram tantas outras! Já sofri por não entender que não poderia te chamar pra um café no meio da tarde já que tu estava a muitos quilômetros de distância.

Não são raros os nossos segredos, nem é incomum a nossa cumplicidade. Estranho é que muitos não entendem que a nossa proximidade já é necessária pra ambos e que isso é indivisível. Chato é ter que explicar: Não, a gente não tem nada 'de mais'! Sim, é amor mesmo! É, é pra vida toda.
Cumplicidade. Ninguém entenderia que até a natureza já nos fez passar por experiências marcantes juntos.

Dá pra esquecer o dia em que despretensiosamente caminhávamos por prédios onde raramente andamos (só em ocasiões desesperadoras, como a véspera daquele exame que tentou nos separar) e, de repente, aquela chuva fria e fina que caía se materializou em pequenos flocos? Era a neve! E nós estávamos juntos pra registrar aquele acontecimento! Aquilo pra nós foi muito mais do que neve: significou a oportunidade de compartilhar algo infinitamente emocionante com a única pessoa que entenderia aquilo tudo. Estávamos exatamente onde gostaríamos de estar. E juntos.

Alguém conseguiria não lembrar aquele início de tarde em que curtíamos um solzinho numa das nossas extensas conversas sobre a vida quando, de repente, um besouro (ou alguém da família dele, porque tinha élitros) resolveu passear bem próximo a nós, se exibindo e fazendo barulho? E eis que surge um pássaro e abocanha o inseto a uns poucos centímetros dos nossos olhos, numa cena no maior estilo Discovery Channel que nunca ninguém poderia ousar que veria ao vivo. Nós dois vimos. E estávamos juntos, mais uma vez. Poderemos contar essa história a muita gente e talvez poucos entendam o quanto ela significa. Por que não viram. Ou porque ninguém é como nós!

Esta nossa vida pode até parecer comum aos olhos de muitos, mas que só nós sabemos o quanto nos custa. E eu amo saber que a qualquer hora posso te chamar pra um passeio no final da tarde lá onde a gente passa horas a observar as ‘paisagens’ que tanto amamos. E trocar confidências. E trocar idéias. E trocar de lugar.

Somos nós... Só nós dois, o pássaro e a neve!

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