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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Não posso voltar como se nada tivesse acontecido

Muita coisa aconteceu nos últimos quatro anos. Coisas demais até.

Sinto saudade todos os dias dos abraços que não vou mais dar nas pessoas que me ensinaram a amar a tudo e a todos que amo e a viver com paixão e dignidade.

Ganhei muitas coisas incríveis. Perdi coisas maravilhosas.

Eis que me encontro em 2013. Cheia de planos, cheia de compromissos, cheia de metas...

Mas boa parte do ano, vou estar INCOMPLETA!


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Algo me diz...

que no final do ano esse blog vai estar cheio de postagens.

segunda-feira, 14 de março de 2011

O telefone

Era a chamada que eu precisava receber.
Ao desligar tive certezas.

Nada como uma desculpa esfarrapada para eu perceber a verdadeira razão daquela ligação.
Agora vou dormir melhor que ontem. E antes de ontem.

domingo, 25 de abril de 2010

Circos e Palhaços...


Odeio palhaços. Acho que tenho medo. Não sei. Simplesmente detesto. Desvio deles até em festinhas de crianças. Não gosto mesmo.
A razão pode ser porque, quando criança, acompanhava as sessões de filmes nas madrugadas insones da minha mãe (nossa insônia deve ser genética). E víamos os filmes que passavam na Globo. Era a única emissora que ‘amanhecia’ na cidade. Até hoje acho que é a única. Passava muito filme de suspense e de terror. Foi nesses tempos que assisti “O Destino de Poseidon”, “ O Inferno na Torre”, “A Mosca” e “Poltergeist (!!!!)”. Aquele maldito palhaço debaixo da cama. Maldito!
Pois pra piorar meu pai adorava nos levar no circo. Não passava muito tempo em casa com a gente. Então, quando vinha nos ver, nos levava pra passear sempre. O programa predileto dele era nos levar ao circo! Porque quando ele era criança, essa era a maior diversão, o maior espetáculo da terra, sabe? Sabe.
Vivemos agora em outros tempos. Tempos do Cirque du Soleil. Este é espetáculo mesmo. Espetáculo artístico de dança, ginástica artística, cenários, figurinos, luzes. Um show. Bem diferente dos circos que o pai levava a gente. Aqueles em que eu implorava pra chegar logo o globo da morte com as barulhentas motocicletas circulando dentro daquela esfera de tela metálica, fazendo aquele som infernal, insuportável.
Nunca menos insuportável que aqueles palhaços bizarros que se achavam bem engraçados e que me deixavam muito desconfortável com o nó que se formava na minha garganta durante suas idiotices. Pelo menos o globo da morte era o anúncio de que a tortura estava acabando. Era a última atração sempre. Uma vez um circo inventou de colocar palhaços pra “animar” o globo da morte. E eu voltei pra casa horrorizada.
Mas o Cirque du Soleil é bem diferente. Tenho muita vontade de assistir e faz tempo. Quando eles estiveram em Porto Alegre em 2008, infelizmente demorei pra ir comprar ingressos e havia acabado. Não vi o espetáculo “Alegría” que meus amigos classificaram como fantástico. Então decidi: desta vez, eu vou!
Fui até um dos postos de venda de ingressos. Toda feliz. Quidam é o nome do novo show. Tinha um cara na fila com um jornal “O Globo”. O que um porto alegrense fazia com esse jornal, foi o que eu me questionei. Então eu vi que ele lia uma crítica do espetáculo. Pedi pra dar uma olhada. Entre uma linha e outra, eis que surgem as seguintes palavras: “E o palhaço. Palhaço? Ele está em todos os cantos e em quase todas as cenas. O roteiro refere-se a ele de forma direta, apesar das inúmeras brincadeiras que ele faz com a platéia...”
Saí da fila e fui pra casa. Não gosto mesmo de palhaços. Odeio. Deve ser trauma. Ou medo.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Hã?


Relacionamento estranho o deles. Artificial. Frio. Discreto. Quase mudo. E muito estranho.
Passam o dia no celular - um com o outro. Devem ter bônus só pra relatar o que estão fazendo o dia todo. Muito estranho mesmo.
Não se divertem. Nem juntos, nem separados. Dá pra notar a apreensão na cara de um se o outro não está na festa. E logo toca o celular. Conversa rápida e quase silenciosa num canto. Estranho.
Logo logo vai embora. Sai meio correndo. Mal se despede. Muito muito estranho sim.
E deprimente também.
Será que tem algo a ver ela ser adulta e fã da Saga "Crepúsculo"?

terça-feira, 9 de março de 2010

Das ist mein Vater, meine größte Liebe.*

 Meu pai, fotografado pelo meu irmão em julho de 2009.


Lá está ele sentado num final de tarde ensolarado de inverno. Com sua camisa de lã uruguaia que a mim sempre pareceu um casaco. Mas ele afirma que é camisa. Com seus óculos de lentes fotocromáticas, que ele demorou a se convencer em usar.
Depois de tanto tempo, não me canso de olhar pra ele. Não canso de lembrar de toda a história de luta. Não esqueço das conversas e das filosofias simples que me acompanham pela vida. Do ciúme, da proteção e do mimo escancarado que até hoje se destinam a mim.
Não tenho como não admirá-lo. Força e fibra sempre foram suas companheiras. E a sensibilidade escondida em pequenas frases para não perder a macheza até hoje me comovem.
E essa mania de mexer nas mãos. Nessas mesmas mãos que já trabalharam duro (e ainda trabalham), que carregaram toda sorte de equipamentos e engrenagens, que já sofreram tantos cortes e ferimentos.
As cicatrizes estão todas lá. E arranham um pouco quando ele passa a mão no meu rosto pra fazer carinho. Assim como o peso de uma mão que muita enxada já ergueu muitas vezes é sentido naquelas brincadeiras inocentes que envolvem “tapinhas” e risadas.
Desconheces a tua força, pai. Desconheces a tua força. E aqui nem falo da tua força física mais. Falo da fortaleza que se instaura ao teu redor. Falo da garra em enfrentar os problemas de frente. Refiro-me à sensação de bem estar que tu passas só de ficar um pouco ao meu lado.
E agora tu ficas aí sentado, calmamente tomando sol, depois de mais um dia de ensinamento e aprendizado. E te deixa fotografar pelo teu filho caçula só porque ele gosta de brincar de ser fotógrafo. E te deixa descrever pela tua filha mais velha só porque ela gosta de brincar de ser escritora.
Por quê? Talvez porque nossos sonhos te realizem de alguma forma. Porque sempre priorizaste a nossa felicidade, independentemente do que a gente decidiu fazer/ser/inventar/experimentar.
Um pouco de ti está em mim, pai. As pessoas falam ser muito mais que ‘um pouco’. E o teu modo de respeitar as minhas escolhas faz com que eu te ame cada dia mais e mais. Não tenho muito que te dizer, além do que já te disse e digo em qualquer oportunidade que surge.
Pra hoje (09/03):
Feliz aniversário, pai.
Te amo pra caramba.
Beijo meu.
* "Este é meu pai, meu amor maior." (relembrando minhas aulas de alemão)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ossos do ofício...


Sweet Delirious:

- Encontro uma pessoa aqui quase que por acaso...
Aí descubro que ela já namorou um dos meus melhores amigos da adolescência, que eu já namorei o ex-namorado da melhor amiga dela, que ela quase foi morar com a minha melhor amiga.

- Outra pessoa me reencontra aqui (não sei se tão por acaso)...
Aí não descubro mais nada! Fiquei "às mosquinhas".

"É bom te ver

Coincidência te encontrar

Aqui, assim

Muda tudo de lugar"

Meus doces delírios são dor e delícia. E eu sei bem o que isso pode significar.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Gravity...

Durante o carnaval, eu estive no litoral porque em Porto Alegre não tem praia e a gente tem que viajar uns 100km pra ver o mar. Que não é muito bonito pra essas bandas, visto que aqui é a ponta do continente que recebe as correntes geladas da Antártica. Este ano, por uma anormalidade climática, o mar tá quentinho e menos revolto (mais limpo), o que é muito raro, visto que a gravidade do planeta não permite praias paradisíacas nesta latitude. 


Enfim... explicações geográficas e científicas à parte, quase todo mundo aqui tem (ou é próximo de alguém que tenha) casa na praia. Então, 80% da cidade se manda pra lá nos feriados e finais de semana de verão.
Isso tudo é pra explicar o que segue...


Na sexta (pré-carnaval) à noite, quando fui tirar minhas lentes de contato pra dormir, uma delas rasgou. Mas um rasguinho estranho: uma pequeníssima meia lua se destacou da borda e eu nem sei como. Imediatamente eu tive um chilique.
E tu aí já tá te perguntando: por quê?
Respondo: porque a receita ficou em casa, logo nem adiantava ir à ótica comprar uma caixinha de lentes descartáveis. E mesmo que eu andasse por aí com a receita (coisa muito comum, não é?): não há óticas na prainha pra onde eu vou! E pra piorar o quadro da dor: meu horroroso óculos - que só uso pra ver TV na cama - ficou em casa.
Ou seja: carnaval às cegas (pra não dizer às míopes).
Tive que improvisar, portanto.



Na manhã seguinte (e nas que se sucederam a esta), ao colocar a lente do olho direito, fiquei girando até que o rasguinho se acomodasse.
Então comentei com o ser-humano-que-é-adjacente-e-inerente-a-mim:

- Não sinto desconforto se coloco o sulco pra baixo.
- Vai ver é porque tu nunca olha pra baixo!

Instantaneamente eu comecei a (mentalmente) filosofar:

"And then I looked up at the sun"

And I could see
Oh the way that gravity pours
On you and me
And then I looked up at the sky
And saw the sun
And the way that gravity pours she
On everyone



Ando otimista mesmo. Tudo tem que dar certo, nos devidos prazos. E não tenho tido tempo sequer pra olhar pro lado, quem dirá pra baixo...

Mas... e se ele tava falando isso porque eu tropecei duas vezes naquela mesma tarde?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pop! Goes My Heart


Há alguns dias eu venho refletindo sobre meus gostos. Eles não tem nada de excêntricos, nada de incomuns, nada de peculiares... Acredito que eu seja parte da maioria. O que eu considero ‘bom gosto’ é o meu gosto. O que eu considero bom, é bom pra mim.
As músicas que eu curto, os filmes que eu aprecio, as comidas com que eu me delicio, os lugares onde eu adoro ir, tudo é absolutamente comum pra mim... E não tenho muitos preconceitos.
Porque quando eu era criança, eu tinha. E muito. Olhava pra algo e já não gostava. Aí vinha a minha mãe e seu refrão predileto “nem provou e já sabe o sabor?”. Isso me fazia ter mais raiva da tal coisa. Aí que eu nem olhava mesmo.

Abre parênteses: (

Falei ali em cima que não tenho muito preconceito com as novidades. Pois com pessoas eu tenho. Se eu bater o olho e não gostar, não tem jeito. E aqui o refrão da minha mãe nem cabe. Porque eu não preciso provar pra dizer que não gosto. Basta olhar. Tem algo mais comprometedor (ou comprometido) que os olhos?

) Fecha parênteses.

Por que eu venho me questionando sobre meus gostos e afinidades? Porque me levaram esses tempos pra comer sushi em um lugar que eu amei. Aí eu comentei sobre o tal lugar com um amigo, cuja erudição está acima de nós, pobres mortais:

- Ah tá. Nada mais japonês do que um sushi com goiabada. Sorvete de sobremesa então... ultra-tradicional no Japão.
- Olha, eu nunca estive no Japão. Mas duvido que o churrasco deles não tenha sofrido algumas adaptações que o descaracterizaram. E mesmo assim é churrasco. E a sobremesa lá não deve ser sagu de vinho tinto!

Se aparece uma nova música que a mídia mostra insistentemente, eu ouço. Se comentam muito sobre um filme, eu vejo. Se todo mundo come, eu experimento. Se falam de um livro interessante, eu leio. Surgiu um cosmético que promete milagres? Então eu uso!

Exemplos?
- adoro Lady Gaga pra correr na esteira
- “Bastardos Inglórios” foi o melhor filme que eu vi no ano passado
- o Tehama Tex-Mex me fez perder o nojo de guacamole
- “O Menino do Pijama Listrado” é um BAITA livro
- o primer Magix da Avon é tu-do (melhor que muita marca carésima por aí)

Prefiro filmes alternativos, prefiro ouvir rock antigo e folk, prefiro culinária oriental e não leio auto-ajuda. Não há nada de incomum nisso? Beleza então:

- Minha querida, “tu é pop”. Gosta de Johnny Cash e Bob Dylan, Tom Tykwer e Fellini, de comida japonesa e árabe... e pior: lê Saramago, David Coimbra, Aldous Huxley e Jack Kerouac como se eles seguissem a mesma linha de raciocínio!
- Tá, então sou. E o que há de errado? A Madonna é pop e tá pegando o Jesus, meu bem. E eu acho podre de digno.
- Peraí... Madonna e Jesus??? Michelangelo diria que é incesto.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Quanto riso, ó quanta alegria...


E quem diria, hein?
Aqueles festejos que antecediam a Quaresma, os dias de se despedir da carne (“afastamento" dos prazeres da carne marcado pela expressão "carne vale") e se preparar para o jejum, progressivamente virariam a maior festa popular da contemporaneidade.
E que aqueles bailes de máscaras do Renascimento, aquelas alegorias e fantasias acabariam se transformando em bailes regados a muita cerveja e desfiles de rua.
Pois pra mim, o paradoxo do Carnaval ainda são os trios elétricos.
Principalmente porque, se a origem vem da ‘dupla elétrica’ Dodô e Osmar, deveriam ter três pessoas lá em cima e não uma multidão...
Tá, não é só isso que considero paradoxal. O que me intriga mesmo é como uma pessoa pode, sendo empurrada por uma multidão, na velocidade e ritmo ditados pela maioria dos ‘carnavalescos’, dizer que está se divertindo.
E pior, pagando caro pela camiseta bregamente colorida (e mais bregamente ainda customizada) a qual popularizou o nome abadá, que é roupa de capoeirista!
Opa, acabo de ter uma luz!
Se abadá veste capoeiristas, se capoeiristas se divertem jogando capoeira e se as pessoas se divertem vestindo abadás naquele empurra- empurra em torno de um trio elétrico (que é uma multidão em curto circuito)..., carnaval é uma capoeira coletiva.
- Tá bom, Mary. Agora me explica a tal beijação que acontece nessa capoeira toda?
- Bom, seguindo meu raciocínio, tenho a resposta pra essa também. Já ouviu falar em Zé Kéti e Pereira Matos? E da marchinha Máscara Negra que a Dalva de Oliveira gravou em 1967? Não? Presta atenção num trechinho da letra: “Vou beijar-te agora/ Não me leve a mal/ Hoje é carnaval”. Eis a etiologia e a origem histórica do festival de beijos carnavalescos!
- Hummmm, sou mesmo um completo ignorante! Eu aqui achando que era culpa da Ivete! Porque com ela, “é na base do beijo...”

Brincadeiras à parte, pessoas: aproveitem os dias que seguem. Seja para descansar, para se esbaldar nos prazeres da carne, seja pra cair no beija-beija, ou pra o que bem entenderem... Só “não façam nada que eu não faria”, conforme sabiamente aconselha meu avô (que está fazendo 87 anos hoje).

Bom carnaval a todos...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O meu verão, vocês verão em tópicos:



- Tá, eu sei que todo mundo está reclamando do calor insuportável aqui em Porto Alegre. E eu nem deveria mais falar sobre isso porque agora no final da tarde resolveu cair uma bela chuva. Mas, Jesusinho querido, por amor aos seus filhinhos gaúchos: leva o verão senegalês embora!!!

- Uma semana com três dias tem suas vantagens e desvantagens. Trabalho tão intenso por três dias merece, no mínimo, final de semana na praia. Vou de novo amanhã de noite, então!

- Alguém aí é tão entusiasta por seriados como eu? Se sim, já conseguiu ver o início da 6º Temporada do Lost? Eu já!!! Acho que foi a coisa mais divertida que fiz nesses últimos e escaldantes dias.

- Tá rolando o Porto Verão Alegre e eu nem pude olhar a programação com calma. Juro que, não importa a pilha de trabalho, na semana que vem eu vou a pelo menos um espetáculo. De preferência num teatro munido de um bom sistema de ar refrigerado. Talvez “Como enlouquecer sua alma gêmea” ou o clássico “O Urso”.

- Quando não tenho absolutamente NADA pra fazer (no frescor do ar condicionado do laboratório -  geralmente no horário que seria ‘de almoço’), acesso o blog “Te Dou Um Dado?”  e morro de rir com o jeito debochado que o pessoal escreve sobre TV e celebridades. Quase não vejo TV, então acabo conhecendo as ‘subcelebridades de 15 minutos’ por lá. E sob a ótica do TDUD pode ser um pouco exagerado, mas é hilário.

- Falando em hilário... Uma das poucas coisas que me prendem na frente da TV (além de seriados) é o CQC. Sou fã do Tas (e do Blog do Tas) há anos. E o programa me dá informação séria do jeito menos chato. Será que eles demoram muito pra voltar de férias??? Os meninos devem estar em atividades de verão que não incluem estúdio e ternos pretos.

- E preciso ir ao cinema com urgência... Já deixei passar vários filmes. Ai, é muito calor pra fazer qualquer coisa legal!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Me mordo?




Ciúme é:

[ ] Desejo de que o ser amado somente tenha olhos (ouvidos, boca e nariz) voltados para seu par
[ ] Reação exagerada frente à remota possibilidade de perder seu benzinho
[ ] Questão de proteção em relação a pessoas que (eventualmente) estejam por aí doidas pra saltar no pescoço do cônjuge alheio
[ ] Máscara pra insegurança e pra baixa autoestima
[ ] Outra resposta

Digam o que quiserem, mas pra mim ciúme não é fundamental! Até hoje ninguém me convenceu de que há algum tipo de ciúme saudável.
Ciúme sempre me sufoca, me espreme, me asfixia...
Como ser feliz com a eterna sensação de insegurança?
Parafraseando Luiz Caldas: “Haja amor!” (Ai, morri!)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Alguém aí já viu (e sentiu 2010)?


(Imagem: www.bicodocorvo.com.br/)


Por mais que eu já tenha voltado de férias (férias inventadas, porque eu nem tenho férias oficialmente), parece que o ano ainda não 'engrenou'.
Não gosto de usar aquelas generalidades e frases que se repetem ano após ano de que "o ano só começa depois do carnaval", mas começo a acreditar que as pessoas estão realmente levando isso a sério.
No campus, apenas um serviço de cópias está funcionando. Somente um dos restaurantes. Os postos bancários tem horário 'de verão', bem como as linhas de ônibus. As poucas pessoas com quem me encontro pelos corredores estão se arrastando, como que por obrigação.
Mas não é só por aqui. Na cidade, os supermercados e lojas estão uma paz só... Isso contrasta imensamente com as últimas semanas do ano. Deve ser por isso que eu tenho estranhado tanto.
Mesmo com os tantos prazos que tenho a cumprir, as pilhas de coisas pra ler e escrever, os experimentos pra realizar e repetir, ainda assim eu não consigo "me inserir" em 2010.
Não há falta do que fazer. Há (muita) falta de motivação.
E eu jurava que voltando pra cá, tudo voltaria ao ritmo normal.
Doce ilusão...
Sweet delirious...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

As mulheres do David Coimbra



Há alguns dias estou lendo o David Coimbra. Confesso que jamais havia lido livros dele. Talvez algumas olhadelas na coluna da ZH. Alguma vez passei pelo blog também. Mas livro? Nenhum!

Eu já admirava o David... mesmo porque ele fala muito bem de futebol (muito bem, pelos meus parâmetros futebolísticos). Me diverte o jeito com que ele trata de um assunto sério, como o futebol de verdade, com inteligência e bom-humor (até quando estamos nos afundando no campeonato).

Eis que o moço-que-se-relaciona-comigo-e-diz-me-amar me dá de presente, na volta das minhas mini-férias, o “Jogo de Damas” pois eu, segundo ele, sou ‘a menina que devorava livros’ e ele deve me alimentar com frequência.

E aí... eu me apaixonei pelo jeito que o David escreve! Muito inteligente a extensa pesquisa histórica que ele realizou pra construir uma obra falando de mulheres e do poder que elas exercem sobre o mundo através dos tempos.

Numa teia de fatos que se relacionam desde a pré-história até os tempos modernos, há evidências sérias (e muito curiosas) da influência feminina sobre governos, governantes e governados.

Passando por algumas deusas gregas, algumas belas romanas, uma certa rainha do Egito, uma tal viúva negra espanhola que arrasou na Itália, por exemplo, mostra exemplos rais de mulheres que desorientaram chefes de estado, chefes de família, imperadores, generais, poetas, músicos...

Pra quem ficou curioso, uma pequena amostrinha:

"Cláudio era um desses homens destinados à cornice irremediável. Pelo menos três
mulheres o traíram. Mas uma delas em especial. Uma foi a maior adúltera do
Universo. A mulher mais lasciva, mais sensual, mais ninfomaníaca. A maior vadia
da Civilização.
Valéria Messalina.
Você ouviu o som das trompas e dos
clarins troando? Sim, porque, cada vez que o nome de Messalina é citado, soam as
fanfarras. Que união explosiva, a do maior corno com a maior libertina de todos
os tempos. Ou talvez tenha sido Messalina quem transformou Cláudio em um
supercorno. É: de alguma forma, Cláudio foi uma criação de Messalina."

(in: Jogo de Damas, David Coimbra, L&M Pocket, 2007)

Viram? Pois eu recomendo a leitura. Como afirmei antes, virei uma fã fiel do David. Mais uma doida pra coleção de mulheres malucas que ele descreve.

E vou procurar mais livros dele pra ler.

PS: Pois é, voltei...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Como?



E às vezes eu me pergunto:

Como ser tão feliz?

Como sinto que as coisas estão todas nos seus lugares e do modo que deveriam estar?

Como existe essa a confiança de que tudo dá sempre certo no final do dia?

Como estar tão bem simplesmente vivendo o presente, o dia após dia?

A resposta pode não ser direta, mas tenho reais e efetivos motivos pra ser feliz exatamente como sou e com o que eu tenho.

Sou uma pessoa.

Sou de verdade.

Sou verdadeira.

Sou suficientemente humana para amar e ser amada, detestar e ser detestada (com a mesma intensidade).

Tenho a plena certeza que sou fruto das minhas escolhas, sendo elas corretas ou equivocadas.

Posso pecar pelo excesso de confiança, jamais pela falta.

Sendo assim, isso sou eu?

Sou talvez muito mais... ou muito menos. Depende do referencial.

Mas a pergunta sempre volta:

Como ser tão feliz vivendo assim tão simples?

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Assim caminha a humanidade...

Oi,

Está tudo bem comigo, se é o que quer saber. Na verdade, minha vida segue. Bem melhor que há alguns meses. Não, não estou melhor porque não estamos mais juntos.

Ainda vai levar um tempo pra fechar o que feriu por dentro...

Melhorei porque aconteceram coisas novas. Novos projetos, novos resultados. Não, isso não te a ver com outra pessoa em absoluto. Se bem que... apareceu alguém sim. Um alguém que me faz rir, o que é bom. E só! Só o que eu preciso pra me sentir bem.

Natural que seja assim, tanto pra você quanto pra mim...

Eu sei. Tudo seria diferente se... se o que mesmo? Ah... é bom poder te ver reconhecendo essas coisas. É por isso que eu resolvi respeitar esse teu afastamento. Não tenho nada contra ti mas, pelo visto, tu tens. É claro que eu coloco a culpa em ti!

Ainda leva uma cara pra gente poder dar risada...

Pois é... passei um bom tempo procurando minhas falhas no final da nossa história. E não encontrei nada que me comprometesse. Egoísta? Acho que sim. Egoísta é uma palavra que te descreve bem. Eu achei que era algo da tua personalidade e acabava relevando as vezes em que as coisas que me empolgavam te faziam sentir sono. Mais tarde eu percebi que só o que te agrada é que importa, né?

Assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade...

Não, isso não faz com que eu te odeie. Eu já te disse que sentimentos ruins nunca vão fazer parte de mim quando o assunto for a tua pessoa. Aprendi tanto... Sobre relacionamentos, sobre homens, sobre sedução, sobre mim. E depois de tanto aprender, só posso te agradecer.
Sinto carinho por todos aqueles momentos em que ficamos bem. Não me arrependo de nada. O que falou mais alto? O meu amor é claro! Mas o meu amor por mim mesma.
Eu não podia mais viver sendo a tua válvula de escape. Sou muito pra ser só isso. Ah, estou sendo prepotente? Não acho. Estou sendo aquilo que sempre fui: sincera e franca. Sim, eu lembro das vezes em que tu me aconselhavas a não ser tão franca porque a minha franqueza beira à grosseria. Fazer o que se eu não tenho o esfíncter entre o cérebro e a boca? Quando vejo, já falei. Acho justo falar. Acho que falar o que incomoda liberta a alma. E faz dormir mais leve... Então, tenho que falar mais uma vez:

Não vou dizer que foi ruim... Também não foi tão bom assim...

Tá, eu sei bem que não vou te enviar isso tudo. Vou continuar respeitando o teu silêncio e o teu distanciamento. Mal sabes tu que eu sei que estás vivo e bem. Tenho meus informantes, sempre tive. E se estás bem, fico bem também. Afinal...

Não imagine que te quero mal... apenas não te quero mais!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

"Entre razões e emoções..."


Escrever é um vício. Por mais que se tente, não há como fugir por muito tempo. Então vamos lá pra mais um bloco de coisas escritas por mim e lidas por
sei lá quem.
Na minha concepção, escrever tem que libertar. Por isso, não me
prendo a prazos, a temas, a obrigações.
Escrevo simplesmente porque preciso.
Escrevo meu modo de ver as coisas, o mundo, as pessoas.
Escrevo porque é meu jeito de responder: por escrito.


***Por isso, além do Sweet, hoje eu estou No Banheiro Feminino. Passa lá!

;)

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Pra começar...


"... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer.
Apesar de, se deve amar.
Apesar de, se deve morrer.
Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de
que nos empurra para a frente.
Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de
minha própria vida."

Clarice Lispector



Por tudo isso, e por tudo aquilo que muita gente já sabe...

Apesar de, eu continuo escrevendo.



PS: Feliz Aniversário, Thiago!

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