quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Como tem que ser

- Vem dançar!
- Eu não danço nada...
- Eu também não danço muito, mas precisava de uma desculpa pra vir falar contigo.

Tava na cara que era novinho demais. Porém a bebida já tomava conta do meu ser e aquele era o lugar no qual eu havia acabado de decidir que jamais voltaria.

Tá bom, tá bom... as desculpas eram esfarrapadas. Só que ele era uma graça! E uma graça com atitude (ponto pra ele).

Depois da festinha me acompanhou até em casa, caminhando pelas ruas do bairro... já de manhã! E ficamos conversando e rindo por mais de uma hora.

Pegou contato, mas eu tinha certeza que não ligaria. E ligou!

Depois nos falávamos pelo messenger. Assuntos bobos, futebol, risadas... Até que ele me chamou pra ver um filme. Pizza, filme, beijo na boca. E aquelas coisas que as pessoas fazem quando se entendem bem vendo filme, comendo pizza e beijando na boca, sabe?

E as coisas se repetiam porque as afinidades iam aparecendo. De um jeito natural, aquele lance "Eduardo & Mônica" divertia aos dois. E como a gente ria quando estávamos juntos. Piadas inteligentes. Humor ácido. Carinho equivalente. Sem disputas. Sem neuras e ciúme.

Cada encontro era leve como um sorriso. Como os muitos sorrisos que surgiam na cama ou no sofá, vendo TV ou simplesmente falando coisas a que ninguém daria nenhum sentido. Mas pra gente fazia todo sentido do mundo...

E não é assim que tem que ser?



**PS: hoje estou estreiando aqui.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Caixa de Entrada


Namorada recebe Namorado em casa. Namorada estava na Internet alguns minutos antes de Namorado chegar, verificando e-mails (inclusive os secretos), orkut, essas coisas. Então, Namorada vai pro banho e deixa Namorado usando o computador pra fazer as mesmas coisas que ela estava fazendo, antes de saírem pra uma pizza, um cinema ou algo que o valha.
Pois não é que o provedor de e-mails de Namorado é o mesmo de Namorada? E é aquele bendito que pede várias confirmações pra sair da conta, antes de efetivamente fechar?
Acontece que, na pressa, Namorada não confirmou todos os ‘desejos’ de sair. E Namorado acabou na caixa de entrada dela, por acidente. Não foi por acidente, porém, que ele resolveu abrir e ler uma mensagem com um ‘assunto’ meio suspeito.
Olha, o que dizia exatamente na mensagem, eu não sei. Mas foi o suficiente pra ele pedir explicações pra Namorada assim que ela saiu do banho.
E ela se enrolou pra explicar que se tratava de Casinho, um rolo que ela teve quando eles estavam brigados, nada de mais. Que já havia inclusive avisado o cara que estava namorando, mas que o cara insistia.
Então Namorado exige:


- Escreve um mail agora pra ele falando isso. Na minha frente.


Eis a resposta de Namorada ao e-mail de Casinho:


“Já te falei que estou namorando.
Por favor, não insista!”


No outro dia, ela foi contar às amigas do ocorrido. Disse ter ficado chateada porque a intenção era manter Casinho em stand by. Afinal, vai saber quando se precisa de um bofe, não é mesmo?
Foi então mostrar o tal e-mail pra elas, quando viu que Casinho havia respondido. Todas riem até hoje da história!
A resposta? Ah... o mais engraçado de tudo! Aqui está:


“Se falou, não foi pra mim.
E eu nunca insisti!”


*livremente adaptado

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Reencontro


Era chegada a hora de nos reencontrarmos de novo. Depois de algum tempo as coisas haviam mudado um pouco. Acho que me aproximei demais de uns e me distanciei demais dos outros. Bom mesmo era quando nós éramos um só. Os cinco. Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse e eu. A gente se divertia. Tínhamos todas as histórias em comum e um pouco mais que histórias. Não eram incomuns nossas noites inteiras de filosofia de bêbado e vinho vagabundo... e idéias baratas que nos eram tão valiosas. Quase ninguém entendia como eu poderia estar ali no meio deles. Mas quem nos via de perto sabia. Cada um de nós era peça fundamental no tabuleiro. Cada um de nós fazia um tipo de jogada e a movimentação de todas as peças é que fazia o jogo acontecer. E agora? Dá um nervoso quando a hora se aproxima. Parece a noite de Natal e a espera do Papai Noel. Olho praquele portão e ele não aparece. Olho pra trás e não vejo nenhum dos outros. Será que acabou? Dá tristeza. Mas eis que reconheço um sorriso no meio das pessoas que desembarcam. E o sorriso vem dos olhos. Saudade desse jeito de sorrir com os olhos. Cada vez ele sorri mais... e eu começo a me emocionar. Olho pra trás mais uma vez e os três bocós chegam juntos! Parece filme quando nos abraçamos os cinco ao mesmo tempo e eu choro.

- Ah, não... Deixa de ser mulherzinha!


* Depois de algum tempo as coisas nem mudaram tanto assim, afinal de contas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sobre a farsa...

Os posts que estavam aqui, estão agora em outro endereço:

http://a-grande-farsa.blogspot.com/

Quem tiver olhos pra ler, que leia!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Pra começar...


"... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer.
Apesar de, se deve amar.
Apesar de, se deve morrer.
Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de
que nos empurra para a frente.
Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de
minha própria vida."

Clarice Lispector



Por tudo isso, e por tudo aquilo que muita gente já sabe...

Apesar de, eu continuo escrevendo.



PS: Feliz Aniversário, Thiago!

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