sexta-feira, 27 de abril de 2012
segunda-feira, 14 de março de 2011
O telefone
Era a chamada que eu precisava receber.
Ao desligar tive certezas.
Nada como uma desculpa esfarrapada para eu perceber a verdadeira razão daquela ligação.
Agora vou dormir melhor que ontem. E antes de ontem.
Ao desligar tive certezas.
Nada como uma desculpa esfarrapada para eu perceber a verdadeira razão daquela ligação.
Agora vou dormir melhor que ontem. E antes de ontem.
domingo, 13 de março de 2011
Novamente...
...aqueles sentimentos de medo e tristeza. Não é bem tristeza, é um nó na garganta, uma saudade antecipada, uma confusão que aperta o coração.
Percebeu que nem me despedi? Te vi entrar no táxi e balbuciei um 'boa sorte' ou 'te cuida', nem lembro. E virei sem olhar pra trás. Cheguei no ponto de ônibus, debaixo daquele sol que aumentava a tontura das minhas ideias e agradeci aos céus porque minha linha estava estacionando no mesmo momento. Só percebi que tinha pegado o ônibus errado depois de uns quinze minutos. Onde eu tava com a cabeça?
Já sei! No mesmo lugar em que estive durante a madrugada por várias vezes. Cada vez em que despertava do meu sono leve e conturbado, dos meus sonhos bizarros e confusos, eu estava lá: na terra da saudade angustiante e da incerteza.
No meio desta tempestade toda, desse turbilhão de emoções negativas que estão em mim, tu diz que quer se casar comigo. E que quer vários filhos correndo pela casa. E olha, age e fala sorrindo com uma tranquilidade que me espanta. Essa tranquilidade que eu tanto elogio, que me acalma sempre e que me faz sorrir, hoje me assusta. E tuas certezas não amenizam meu medo.
O medo é real. Medo de que eu não faça a mínima falta.
Foi esse medo que me fez chorar hoje de manhã.
E eu te disse que era TPM.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Ando com umas vontades...
Vontade de voltar a escrever aqui, por exemplo.
Tomara que a vontade não passe.
Tomara que a vontade não passe.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Charme.
Fumar é cafona. Percebi isso há alguns meses, num insight relâmpago. Então decidi nunca mais fumar na vida. Nem pensei no abalo que provavelmente sofreria a minha dieta. O fato é que fumar é extremamente deselegante. Pode ter sido a decisão que mais adiei na vida. Mas eu sou assim: depois que tomo a decisão, não tem volta. E não teve. Fumar é brega.
Acabei substituindo o cigarro por outra coisa. Um outro vício. Pois só há um jeito de se combater um vício: com outro. Não há qualquer comprovação sobre a afirmação anterior, portanto não saiam dizendo que leram isso aqui. Afinal, aqui não é nenhum lugar confiável. Não mesmo.
O novo vício? Chicletes. Em todas as bolsas, em todas as gavetas, nos bolsos, nas mesas onde trabalho. Sempre está a mão porque nunca sei quando vou ter um acesso de vontade. A vontade, logicamente, é de fumar. Só que estou em uma guerra anti-cigarros, portanto uso as minhas armas (balas de borracha).
Aconteceu num desses dias em que eu voltava pra casa. Final de tarde. Chuva chata. Trânsito parado na Ipiranga. Carros, ônibus, motocicletas... todos em uma procissão monótona e lenta.
Fiquei ansiosa. E ansiedade pede o que? Cigarros! Então peguei um. Chiclete. Coloquei na boca. E distraidamente liguei o rádio para ouvir “Hoje nos Esportes”. O Nando Gross é engraçado. Meio sem noção. Em uma semana decisiva, ele fala, fala, fala... e só me faz rir com suas teorias de como o Inter deve jogar, como o Grêmio deve escalar o time, etc.
Com a cabeça nas nuvens, eu faço uma enorme bola de chiclete. Adoro. Desde criança, quando meu tio mais ‘moleque’ me ensinou a fazer. E depois da primeira, vem a segunda, a terceira... Uma maior que a outra. Vira meio que um desafio pessoal.
Olho pro lado e tem um cara olhando e rindo. Constrangimento imediato. Fumar é cafona. Mas fazer bola de chiclete é muito imbecil. Ainda mais rindo sozinha, no meio de uma avenida congestionada. Não venha me dizer que ele ria porque achou aquilo um charme. Não mesmo.
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